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Empresário é preso em Brasília suspeito de golpes em financiamentos no Piauí
Por Administrador
Publicado em 28/02/2026 17:38
Novidades

Um empresário foi preso em Brasília, no Distrito Federal, suspeito de envolvimento em um esquema de fraudes na comercialização de financiamentos e consórcios de veículos, com vítimas no Piauí e em outros estados.

A prisão foi realizada na sexta-feira (27), após investigação da Polícia Civil do Piauí. O mandado de prisão preventiva foi cumprido com apoio da Polícia Federal no Distrito Federal.

Outros dois empresários já haviam sido presos nesta semana no Piauí e em Pernambuco por participação no mesmo esquema. De acordo com o delegado Walter Cunha, os suspeitos utilizavam anúncios falsos em redes sociais, principalmente no Facebook, oferecendo veículos com condições facilitadas e promessa de entrega rápida. As vítimas acreditavam que era um financiamento, mas era um consórcio.

“Após o pagamento de valores iniciais, as vítimas eram induzidas a assinar contratos de consórcio que divergiam da proposta originalmente apresentada. Ademais, os veículos não eram entregues e os valores pagos não eram devolvidos”, afirmou.

Foram identificadas vítimas no Piauí, Amapá, Maranhão, Roraima e Goiás, totalizando dezenas de pessoas que teriam sido lesadas financeiramente.

Durante a investigação, foi constatado ainda que a empresa não possuía autorização do Banco Central do Brasil para operar atividades relacionadas a consórcios, o que reforça os indícios de irregularidade e fraude.

Na investigação, foram cumpridos três mandados de prisão. Dois empresários, sendo uma mulher, no Piauí, e um homem, em Pernambuco. Já o preso em Brasília é dono de uma financeira em Goiânia e, até o momento, não há previsão de que seja recambiado para Teresina. Ele deve prestar depoimento por videoconferência.

A prisão integra um conjunto de medidas cautelares deferidas pela Central de Inquéritos da Comarca de Teresina. Entre as determinações judiciais estão a suspensão das atividades das empresas investigadas, o cumprimento de mandados de busca e apreensão e o bloqueio judicial de valores em contas dos investigados, visando ao ressarcimento das vítimas.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e ampliar o levantamento de vítimas.

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